domingo, 29 de março de 2009

MySundial.ca atualizado

Há algumas semanas Carl Sabanski atualizou o seu site MySundial.ca com uma série de novos temas. Vale a pena conferir!



As principais atualizações e complamentações são:



Descrição de 36 diferentes tipos de relógios de sol, com diversas ilustrações figuras 3D elaboradas em CAD.



O livreto com os valores para a equação do tempo (EoT) e o calendário já estão disponíveis para o ano de 2009. Também está disponível um livreto em tamanho de bolso (muito prático por sinal) com os valores médios para a EoT e a declinação do Sol no período de 2000 a 2047. Este foi criado por Valentin Hristov, cujo site pode ser acessado aqui.



Novos kits de relógios que podem ser construídos em papel ou isopor foram acrescentados. Agora são 21 kits diferentes que abordam uma boa variedade de tipos de relógio de sol, tanto para o hemisfério Norte quanto para Sul.



Valentin Hristov concluiu algumas novas macros para DeltaCad que estão disponíveis na página de Macros, aqui. No total são 19 macros extraordinárias escritas por Valentin que vale a pena serem testadas.



O site agora conta com cerca de 150 páginas (em inglês) sobre relógios de sol e gnomônica. Não resta dúvidas de que Carl é um membro bastante ativo da comunidade dos entusiatas do tema.




domingo, 15 de março de 2009

Gnomômica no You Tube - Um projeto de Nicola Severino


O gnomonosta italiano Nicola Severino (visite o site aqui, em italiano) que atua fortemente na vertente histórica dos relógios de sol lançou o projeto "GNOMONICA SU YOU TUBE" - Gnomônica no You Tube (aqui). Com este projeto ele pretende divulgar a gnomônica e sua história através de videos simples, despertando o interesse das pessoas e aproximando-as do mundo dos relógios de sol.



Atualmente estão disponíveis seis vídeos, contudo, infelizmente, os textos estão apenas em italiano, o que pode dificultar o entendimento para aqueles não familiares com o idioma. De qualquer forma trata-se de uma iniciativa louvável.





Gnomonica 5 Orologio del Pastore a cura di Nicola Severino




Uma pesquisa no You Tube usando palavras chave como: sundial, gnomonica, cadrans solaire, gnomonique, gnomonic, orologi solari, etc. revela uma boa quantidade de vídeos interessantes, que abordam desde os fundamentos e a parte histórica até a sua construção. Vale a pena gastar um tempinho pesquisando os vídeos disponíveis.



Um bastante didático, concebido pela Hila Science, que aborda os relógios de sol e a latitude pode ser visto a seguir.




Sundials everywhere




Outro que também é bastante interessante, concebido pela mesma Hila Science, mostra como instalar um relógio de sol.




Setting your sundial






Sundials - An Illustrated History of Portable Dials


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A história ilustrada dos relógios de sol portáteis, escrito por Hester Higton, aborda de forma cronológica o importante papel que os relógios de sol tiveram no mundo e na sociedade durante muitos séculos.



Trata-se de um dos poucos trabalhos que se concentra nos relógios de sol portáteis, que foram utilizados diariamente por ricos e pobres, por mais de 3 milênios, para medir a passagem do tempo.



Ao contrário da abordagem adotada pela maioria dos autores no último século, que se concentraram nos relógios de sol fixos (horizontais, verticais, equatoriais, etc.) e a matemática necessária para a sua construção, Hester Higton nos trás, através de uma visão cronológica, a importância dos dispositivos portáteis. As referências político-sociais e econômicas de cada período da história facilita a contextualização do tema principal, que são os relógios de sol.



Livro de leitura fácil e cativante, ricamente ilustrado com fotografias de belos relógios de sol que fazem parte do acervo "National Maritime Museum" na Inglaterra, é um ponto de parada obrigatório para todos aqueles que se interessam pelos relógios de sol, não apenas nos aspectos técnicos e artísticos, mas também em sua história.



Os interessados podem adquirí-lo através da Amazon ou de uma livraria nacional como a Livraria Cultura.






terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Panteão, um relógio de sol colossal?

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Interior do Panteão no século XVIII - pintura de Giovanni Panini (fonte: Wikipedia)



No número 2693, de 28 de janeiro de 2009, da revista New Scientist foi publicado o artigo "Is the Roman Pantheon a colossal sundial?", onde o autor - Jo Marchant - aborda a possibilidade, levantada por Robert Hannah, de o Panteão de Roma ter sido construído de forma a ser utilizado como uma grande relógio de sol. O artigo original está disponível aqui.



Este artigo foi alvo de uma discussão através da Sundial Mailing List (SML) - uma lista de discussão que reúne algumas centenas de gnomonistas espalhados pelo mundo. Se quiser se inscrever na lista basta acessar o site aqui - que tento resumir neste post.



Na opinião Robert Hannah, especialista em medição do tempo na Antiguidade - autor do livro Time in Antiquity. Oxon. England. Routledge: 2009, ISBN 0-415-33155-2, o Panteão pode ter sido mais do que um templo, pois durante o inverno, ao meio-dia, a luz solar, que penetra através do óculo, traça seu caminho no domo, enquanto no verão, quando o Sol está mais alto no seu, o traçado da luz solar se dá na parte inferior das paredes e no chão. Já nos equinócios de outono e primavera, em março e setembro, a luz incide exatamente sobre a linha que demarca a junção entre o domo e as paredes. Na opinião de Robert Hannah isso não é uma mera coincidência.



Ele acredita que a forma hemisférica do interior do domo foi construída desta forma propositalmente, visto que na época não era rara a construção de relógios de sol hemisféricos com um orifício na parte superior, apesar de muito menores.



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Vista em corte (fonte: Wikipedia)



Na opinião de Gianni Ferrari, membro da SML, em sua mensagem de 2 de fevereiro de 2009, o óculo tinha apenas a função de iluminar o interior do templo, pois era impossível colocar janelas em função da grande espessura das paredes necessária para suportar o domo, apesar de, há alguns anos, ter visto à venda na entrada do Panteão um livreto sobre a sua história, onde o seu uso como relógio de sol estava descrito.



Gianni também forneceu os seguintes dados:




  • O Panteão é formado por um cilindro cuja altura é igual ao seu raio sobre o qual está a semi esfera do domo.

  • Como o raio é igual a 21,72 m o óculo está a uma altura de 43,44 m. Seu diâmetro é igual a 8,92 m, aproximadamente 1/5 do diâmetro do domo.

  • O centro do círculo de luz incide sobre a linha entre o piso e as paredes ao meio-dia nos dias 01 de maio e 10 de agosto; e, incide totalmente no piso apenas entre 21 de maio e 22 de julho (aproximadamente).

  • No solstício de verão (corresponde ao solstício de inverno no hemisfério Sul) o centro do círculo de luz deixa de incidir sobre o piso aproximadamente 1,5 hora após o meio-dia.

  • Em outros períodos do ano o círculo de luz (na realidade uma elipse) incide apenas nas paredes.

  • Ao meio-dia nos equinócios o centro do círculo de luz está a uma altura de 19,2 m e incide parcialmente no domo.

  • De 01 de outubro à 12 de março a luz incide sempre na superfície interior do domo.


Já Wolfgang R. Dick, também membro da SML, em sua mensagem de 3 de fevereiro de 2009, trouxe ao conhecimento que o alemão Peter Mueller - especialista em arquitetura de observatórios históricos - sugeriu que o Panteão pode ter sido utilizado como um calendário em seu livro Die Kuppeln von Rom. Meisterwerke der Baukunst aus zwei Jahrtausenden. Koeln, Weimar, Wien: Boehlau Verlag, 2001. 235 pp., 31 x 22 cm, ISBN 3-412-04001-0.



Se o Panteão realmente foi concebido para ser um relógio de sol, ou mesmo um calendário, dificilmente saberemos ao certo, contudo o tema é bastante interessante. Quem sabe novas pesquisas tragam luz sobre o assunto.




Links:



http://pt.wikipedia.org/wiki/Panteão_de_Roma


http://www.newscientist.com/article/mg20126934.800-is-the-roman-pantheon-a-colossal-sundial.html


https://lists.uni-koeln.de/mailman/listinfo/sundial

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Ciclóide polar

No momento estou projetando um relógio de sol para um amigo médico que tem uma casa de campo em Itatiba - SP e para fugir um pouco dos horizontais, verticais, equatoriais, etc. resolvi me aventurar com um ciclóide polar. Escolhi este tipo por ser de construção relativamente simples, além ser mecanicamente bastante resistente. A idéia surgiu depois de ler uma nova página no site do Carl Sabanski (aqui - em inglês) que aborda este tipo de relógio.



O relógio de sol ciclóide polar é uma variação do relógio polar tradicional e tem um gnômon em forma de ciclóide. Isso faz com que as linhas horárias sejam igualmente espaçadas facilitando assim o seu traçado.



Mas, o que é uma ciclóide? De acordo com o dicionário Houaiss "... curva descrita por um ponto de uma circunferência que rola sem deslizar sobre uma reta", como ilustrado na figura abaixo.



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As coordenadas (x, y) de cada ponto da ciclóide são determinadas pelas equações:



x = r ( θ + sen θ )



y = r ( 1 - cos θ )



onde, r é o raio do círculo e θ o ângulo de rotação do círculo variando de -π a π.



Pela figura podemos notar que a altura do gnômon corresponde a 2r e seu comprimento a 2πr, ou seja, o comprimento da circunferência do círculo utilizado. Obviamente estes dados são úteis na hora de se dimensionar o relógio.



Conforme Carl menciona em seu site, este tipo de relógio é universal, podendo ser utilizado em qualquer latitude. As linhas horárias são paralelas entre si, igualmente espaçadas e simétricas em relação ao ponto central que representa , simultaneamente, 6:00 (6 a.m.) e 18:00 (6 p.m.), sendo que os extremos representam o meio-dia (12:00) O gnômon, na forma de um ciclóide, é posicionado de forma a ficar perpendicular ao plano das linhas horárias; sendo que este deve ficar paralelo ao eixo polar da Terra, ou seja, inclinado em um ângulo correspondente à latitude do local. Exatamente da mesma forma que um relógio polar tradicional é orientado. A figura a seguir dá uma idéia geral.



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Linhas horárias de um relógio ciclóide polar (por Carl Sabanski)



A exemplo do relógio polar tradicional as linhas horárias aumentam a cada 15º, porém o que faz do ciclóide polar uma desenho único é o fato de o plano horário ser tangente à um único ponto do gnômon em um dado horário (vide figura acima).



As linhas horárias podem ser determindas variando-se o ângulo horário entre -90º e +90º; sendo que, a distância X de cada linha horária ao centro pode ser calculado como segue:



X = r ( h / 90 ± 1 ) π



onde, h é o ângulo horário, em graus, dado por:



h = (T - 12) * 15º



sendo T a hora de 0 a 23, expressa em horas decimais.



Note que 1 é adicionado para as horas da manhã e subtraído para as da tarde. Isso faz com que X varie de πr a -πr.



É possível calcular as coordenadas (x, y) do ciclóide baseado no ângulo horário h. As figuras anteriores mostram que quando o período de 1 hora passou e o ângulo horário variou 15º o círculo terá girado um ângulo de 30º, ou seja, f = 2h ± 180°. Vale lembrar que os ângulos horários variam de ±90° enquanto o círculo gira em ±180°. Assim as equações podem ser escritas como segue:



x = r { ( h / 90 ± 1) π - sen 2h }



y = r ( 1 + cos 2h )



Estas são as equações que usei para gerar a tabela de coordenadas mencionada mais adiante.



Obviamente antes de construir o relógio de sol definitivo, que pretendo fazer em metal cortado com laser, construí um pequeno modelo de madeira de 20 x 40 cm para estar seguro dos cálculos. A curva ciclóide foi desenhada em um CAD (DeltaCad) através de uma tabela com as coordenadas (x,y) para cada ângulo de rotação. Para melhorar a precisão usei um incremento de 1 grau, assim sendo a tabela ficou com 361 pontos. O desenho foi impresso em duas folhas A4, em uma impressora de jato de tinta comum, e depois transportado para o compensado, que foi cortado com uma serra tico-tico.



Para o modelo utilizei retalhos de compensado com 20 mm de espessura, que podem ser encontrados gratuitamente nas lojas que vendem este tipo de material cortado sob demanda. Como se trata apenas de um modelo não investi muito no acabamento. Apenas lixei tudo e marquei as linhas horárias com uma caneta preta.



As imagens a seguir dão uma idéia do resultado e a precisão alcançada. Vale lembrar que as fotos foram tiradas nos dias 22 e 23 de fevereiro quando a equação do tempo corresponde a 13 minutos, ou seja, o horário do relógio de sol está atrasado em 13 minutos se comparado ao horário civil (ajustei meu relógio de acordo com o horário fornecido pelo GPS). A correção da longitude foi feita através da orientação do protótipo.



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Como os resultados foram muito bons, devo seguir adiante com o projeto. Em alguns meses coloco no blog as fotos do relógio definitivo.



Para quem quiser ter uma idéia, em 3D, de como esse relógio funciona basta recorrer ao modelo animado, desenvolvido com o Google Sketchup - GS, por Phil Walker aqui. Estando no site do Phil (aqui) não deixe de explorá-lo, pois além dos modelos de relógios de sol no GS tem outras coisas bem interessantes.




Observação: o grosso da parte técnica é uma tradução livre do site do Carl Sabanski já mencionado.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Vitrais podem ser uma boa opção


Em geral quando pensamos em construir um relógio de sol os materiais que nos vêem à cabeça, são: metal, madeira, pedra, concreto, etc.; porém, raramente pensamos em vidro. Isso talvez seja decorrência de uma aparente complexidade ao se trabalhar com este material e de sua baixa resistência mecânica.



Contudo, como ser visto no site de John L. Carmichael - Stained Glass Sundial, é possível conjugar arte design e técnica e criar lindos relógios de sol utilizando a técnica dos vitrais.




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Em seu site, o John, mantém uma coleção de imagens, muito bem organizada, deste tipo de relógio desde o século XVI. Vale realmente visitar e explorar esta parte de site (Image Archive), pois além das belíssimas imagens cada exemplar é acompanhado de informações técnicas e históricas.



Na seção Design & Construction ele fornece uma série de dicas e instruções para aqueles interessados em construir o seu próprio relógio de sol vitral. As instruções - em inglês - são bastante detalhadas e ilustradas, portanto, não deve ser difícil construir um. Inclusive ele as apresenta na forma de passo-a-passo.



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No Brasil o único exemplar que eu vi, em uma foto (foto abaixo), foi construído pelo Sérgio Garcia Doret, um gnomonista execelnete e muito ativo que mora em Niterói - RJ. O seu trabalho pode ser visto no site mantido por ele (aqui). Já as fotos de todos os relógios por ele construídos podem ser vistas em um albúm no Picasa, aqui.



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Bom, na minha opinião, o vitral é uma técnica bastante interessante para a construção de relógios de sol e merece maior atenção. Aqueles que se interessarem pela técnica e se aventurarem na construção de algum exemplar, não se esqueçam de deixar uma comentário aqui e divulgar o seu trabalho. Isso encorajará outros.



domingo, 8 de fevereiro de 2009

Relógios homogêneos


São chamados de relógios de sol homogêneos aqueles que têm as horas igualmente distribuídas sobre um circulo. Estes relógios são particularmente interessantes devido à simplicidade com que podem ser corrigidos para: a equação do tempo, a longitude ou o horário de verão. Para isto basta rodar o mostrador no ângulo necessário para cada uma das correções.



O mais conhecido dos relógios de sol homogêneos é o equatorial, que tem o mostrador paralelo ao plano do equador e o gnômon perpendicular a este e apontando para pólo celeste.



Existem diversas referências sobre o relógio de sol equatorial disponíveis na Internet. Basta utilizar uma máquina de procura como o Google que logo aparecem diversos sites. Um que é bastante didático é o de Carl Sabanski, já mencionado em um post anterior, que pode ser acessado aqui.




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John Garrey Tippit Memorial Equatorial Sundial - University of Colorado




O tipo Foster-Lambert é pouco conhecido e foi inventado por Samuel Foster, porém às vezes se atribui a sua invenção a J. H. Lambert. Para evitar problemas de autoria optou-se por usar o nome dos dois para denominar este tipo de relógio de sol.



Trata-se de um tipo de relógio de sol analemático, geralmente horizontal, onde os pontos horários - não há linhas horárias, apenas pontos - estão localizados em uma circunferência e estão igualmente espaçados. Esta configuração é possível em função de o gnômon ser móvel e inclinado em um determinado ângulo. Para indicar a hora o gnômon é posicionado na escala de datas de acordo com a data atual.



Os detalhes de funcionamento e construção para um relógio do tipo Foster-Lambert são abordados por Carl Sabanski aqui. Ele também aborda a versão universal do mesmo relógio aqui





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Relógio de sol tipo Foster-Lambert - Switzerland, Kanton Basel-Land CH-4132 Muttenz, Ingeieurschule




Por sua vez o relógio analemático homogêneo concebido por H. J. Hollander, também muito pouco conhecido, apresenta características muito interessantes. Apesar da complexa construção, o texto, em inglês, do autor é bastante claro e merece uma boa leitura. O texto pode ser acessado aqui.



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Relógio de sol analemático homogeneo de H.J. Hollander




Em um futuro post abordarei cada um deste relógios com mais detalhes.





domingo, 18 de janeiro de 2009

Modelos em papel de Carl Sabanski


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Construir um relógio de sol requer, muitas vezes, uma boa dose de planejamento, cálculo e habilidades manuais. Contudo explorar as diversas possibilidades e conceitos não requer um investimento grande em tempo, nem grandes habilidades manuais graças ao trabalho feito por Carl Sabanski. Este canadense, que mantém o site My Sundial, fez um excelente trabalho projetando, desenhando e disponibilizando diversos tipos de relógios de sol feitos a partir de uma folha de papel impressa (vide imagem acima) em uma impressora comum.



Além da grande quantidade de modelos disponíveis o interessante é que o Carl criou-os tanto para o hemisfério Norte quanto para o Sul. Pode parecer algo simples, mas mostra a sua preocupação conosco que moramos abaixo da linha do equador. Fato muito pouco comum nos sites e literatura especializada no tema.



Para começar a estudar as diversas possibilidades basta acessar a página SDU - Sunny Day U aqui e imprimir os modelos que mais agradarem. Obviamente que todos os modelos em papel requerem os mesmos cuidados de alinhamento e posicionamento que os demais.



Realmente vale a pena brincar um pouco com estes modelos, pois ajuda muito na fixação dos conceitos.



Também não deixe de explorar o site todo (em inglês), pois o Carl apresenta os diversos conceitos de forma simples, didática e ilustrada.




Equatorial


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Polar


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Equatorial sem ponteiro


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Analemático universal


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Horizontal universal


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Link:

The Sundial Primer - http://www.mysundial.ca/tsp/tsp_index.html
Sunny Day U - http://www.mysundial.ca/sdu/sdu_sundial_kits.html



sábado, 17 de janeiro de 2009

Orologi Solari agora em português


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O software Orologi Solari desenvolvido pelo italiano Gian Casalegno agora conta com a interface em português.



Trata-se de um software que permite o desenho de diversos tipos de relógios de sol, tais como: vertical declinado, inclinado, horizontal, analemático, azimutal com projeção ortográfica e estereográfica, e diversos outros. Adicionalmente todos contam com a possibilidade de apresentar linhas horárias: itálicas, babilônicas, crepúsculo etc.



Adicionalmente o software possui uma opção de engenharia reversa bastante interessante, que permite obter os parâmetros originais (latitude, declinação da parede, comprimento do estilo etc.) de um relógio no qual este são desconhecidos.



Uma funcionalidade bastante interessante é a que sobrepõe o desenho do relógio de sol à uma imagem. Desta forma pode-se ter uma idéia de como o relógio ficará no seu local definitivo.



No momento o arquivo de ajuda do software só está disponível em italiano e inglês.



Como o próprio autor menciona, trata-se do software gratuito mais completo disponível atualmente na web.



Vale a pena baixar o software e conferir todas as funcionalidades. É uma mão na roda para aqueles que não querem calcular tudo na unha.




Links:

http://digilander.libero.it/orologi.solari/




terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Relógios de sol no Ano Internacional da Astronomia

O ano de 2009 foi declarado pela UNESCO como sendo o Ano Internacional da Astronomia (International Year of Astronomy) e tem dentre suas principais metas (http://www.astronomia2009.org.br):



  • Difundir na sociedade uma mentalidade científica.
  • Promover acesso a novos conhecimentos e experiências observacionais.
  • Promover comunidades astronômicas em países em desenvolvimento.
  • Promover e melhorar o ensino formal e informal da ciência.
  • Fornecer uma imagem moderna da ciência e do cientista.
  • Criar novas redes e fortalecer as já existentes.
  • Melhorar a inclusão social na ciência, promovendo uma distribuição mais equilibrada entre os cientistas provenientes de camadas mais pobres, de mulheres e minorias raciais e sexuais.


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De acordo com o site oficial brasileiro:


O Ano Internacional da Astronomia em 2009 comemora os 4 séculos desde as primeiras observações telescópicas do céu feitas por Galileu Galilei. Esta será uma celebração global da Astronomia e suas contribuições para o conhecimento humano. Será dado forte ênfase à educação, ao envolvimento do público e ao engajamento dos jovens na ciência, através de atividades locais, nacionais e globais.


A Astronomia é uma das ciências mais antigas e deu origem a campos inteiros da Física e da Matemática. Teve papel fundamental na organização do tempo e do espaço explorados pela humanidade. Forneceu as ferramentas conceituais para a astronáutica, para a análise espectral da luz, para a fusão nuclear, para a procura de partículas elementares. Os observatórios sempre estiveram na fronteira da óptica, da mecânica de precisão, da automação, da detecção e processamento de sinais. Hoje telescópios no solo e no espaço captam informações em todas as faixas do espectro eletromagnético, desde os raios-gama à ondas longas de rádio. Ela teve e tem profundo impacto no conhecimento e é uma das mais refinadas expressões do intelecto humano.


Contudo após uma verificação do programa de atividades que acontecerão no decorrer do ano constata-se a ausência das que tenham como instrumento observacional os relógios de sol.


Por que, se estes dispositivos estão intimamente ligados às primeiras observações astronômicas feitas pelo Homem?


Conforme já abordado em um post anterior, o fascínio pelo céu e a necessidade de marcar a passagem do tempo durante o dia, ao longo do ano - em função das colheitas, festividades, etc. - e em períodos mais longos; bem como determinar a localização durante viagens longas, por terra ou por mar, fizeram com que o homem, desde os seus primórdios, olhasse para o céu procurando entender o significado do ciclo de dias e noites e outras mudanças periódicas que ocorriam. Mesmo sem nenhum instrumento de observação, a alternância entre o dia e a noite suscitou no homem as primeiras noções de tempo. A partir desta noção foi possível correlacioná-la com a posição do Sol no horizonte tanto no nascente quanto no ocaso, bem como com o seu trajeto no céu no decorrer do dia. Destas observações ele extraiu conhecimento e sabedoria; assim, dando início ao desenvolvimento da ciência que hoje chamamos de Astronomia, que por sua vez acabou fazendo com que outras ciências, como a Álgebra e a Geometria se desenvolvessem.


Portanto, os relógios de sol estão totalmente alinhados com os objetivos do AIA e deveriam ser explorados como um recurso de fácil construção e que permite a observação diurna de pessoas de qualquer faixa etária, que aprendem na prática sobre assuntos diversos como: descobrir os pontos cardinais (Norte, Sul, Leste e Oeste), as razões para as quatro estações do ano, coordenadas geográficas (longitude e latitude), etc. Como a grande maioria das observações astronômicas, obviamente, ocorrem no período noturno um complemento diurno permitiria difundir ainda mais a Astronomia.



Links:


http://www.astronomia2009.org.br/

http://www.astronomy2009.org/


Veja também:


O legado de Galileu - Scientific American Brasil - jan/2009 - Augusto Damineli e Tasso Napoleão